Iniciativas aproximam equipes, conscientizam colaboradores e preparam talentos de perfis minorizados para avanços em planos de carreira
São Paulo, março de 2025 – Diversidade e Inclusão são palavras que estão sempre em alta dentro do mundo empresarial. E não é por acaso: cada vez mais compreendida como uma estratégia de fomento à inovação, a agenda de D&I, como é conhecida no meio corporativo, alavanca o pilar “S” de outra sigla famosa, o ESG (do inglês, Meio Ambiente, Social e Governança), colocando a responsabilidade social no centro dos negócios.
Dados do mercado comprovam a consolidação dessa tendência. Um levantamento recente da startup Blend Edu mostrou que 72% das empresas atuantes no país têm uma área inteiramente dedicada à gestão de diversidade e inclusão – em 2020, eram 64%, segundo a mesma pesquisa.
É nesse cenário que cada vez mais empresas embarcam em uma jornada para avançar no tema de D&I por meio de iniciativas que impulsionam talentos de grupos minorizados. As ações variam de programas de mentoria a cursos de capacitação e formação continuada, tendo em vista habilitar profissionais das diferentes áreas de trabalho para ocuparem novas posições e trilharem uma carreira de sucesso.
Conheça algumas dessas iniciativas que já estão gerando frutos em companhias de destaque nos diferentes setores da economia:
Construir Juntos – A Juntos Somos Mais, Joint Venture da Votorantim Cimentos, Tigre e Gerdau, que atua na digitalização do setor da construção civil, desenvolveu, este ano, o programa de mentoria Construir Juntos, que apoia profissionais de perfis minorizados no desenvolvimento de soft skills.
A partir de um modelo colaborativo, com a definição de “match” entre mentores e mentorados de diferentes áreas de atuação, sendo os mentores profissionais de médio e alto escalão, entre gerentes e diretores, e os mentorados colaboradores com perfis de gênero e raça minorizados. O programa também contribui para fortalecer o networking de profissionais em diferentes estágios de carreira. Atualmente, 88% dos participantes do Construir Juntos se declaram pretos e pardos, 44% são mulheres e 55% se identificam com a população LGBTQIAP+.
“A ideia é tornar esses talentos diversos mais seguros dos seus próprios potenciais, capazes de traçar planos de crescimento e desenvolvimento junto aos seus líderes, com maior assertividade e clareza de possibilidades profissionais, tendo em vista dar novos passos em suas carreiras”, afirma Paulo Henrique Amorim, especialista em Gestão de Pessoas e Cultura Organizacional, que lidera a frente de Cultura, Engajamento e Comunicação Interna na Juntos Somos Mais.
Representatividade no setor farmacêutico – No último ano, a rede de farmácias Pague Menos revisou sua Política de Diversidade e Inclusão. Com isso, os resultados demonstraram o impacto positivo dessa iniciativa: 60% do quadro funcional da companhia é composto por mulheres, assim como 64% dos cargos de liderança – um aumento de 5% em relação a 2022. Houve ainda o aumento de 16% no registro de colaboradores com deficiência em comparação ao mesmo período.
A empresa, que hoje faz parte da carteira do IDIVERSA B3, conta com uma Comissão de Diversidade e Inclusão e Grupos de Afinidades. Completando a lista de iniciativas, a rede promove dois programas de desenvolvimento. O “Gigante por Elas”, tem foco no desenvolvimento de um banco de talentos formado por mulheres para ocuparem cargos de gestão e alta gestão. Com ele, o resultado inicial foi da promoção ou reconhecimento por mérito de 14% das mulheres. Já o “Farmas Gerentes” é direcionado para vagas afirmativas para pessoas pretas, com foco na formação de futuras lideranças em loja para pessoas da frente étnico-racial.
Para Rosi Purceti, Vice-Presidente de Gente, Cultura e Sustentabilidade da Pague Menos e Extrafarma, esse trabalho tem como objetivo promover uma sociedade mais justa e que valorize a diversidade de histórias e talentos. “É com muito orgulho que recebemos essa classificação do IDIVERSA B3. O reconhecimento indica que estamos no caminho certo e mostra que dar luz a temas como esses não é apenas o certo a se fazer, mas também gera resultados positivos para os nossos negócios. O futuro se constrói com respeito, equidade e oportunidades para todos”, destaca.
Química inclusiva – No setor químico, a multinacional BASF se destaca ao implementar iniciativas que não apenas promovem a diversidade no seu quadro de colaboradores, mas consolidam uma cultura inclusiva e incentivam interações de valor. Programas como o BIG Empoderados e o Eleva exemplificam como a empresa investe em ações para tornar o ambiente mais equitativo.
O BIG Empoderados capacita colaboradores negros em competências essenciais para o desenvolvimento de carreira, enquanto o Eleva conecta mulheres a mentores e mentoras, estimulando seu protagonismo na BASF. Só no último ano, mais de 30 colaboradores negros participaram de uma formação em oratória e comunicação, ao passo que 91 mulheres passaram por mentorias na BASF, engajando a presença feminina e negra em posições de liderança.
Além dos programas focados no desenvolvimento de carreira, a BASF incentiva aliados – pessoas que, mesmo não pertencendo a grupos subrepresentados, assumem ativamente o compromisso de apoiar a diversidade e promover a equidade. Esse engajamento ocorre por meio de treinamentos, eventos de conscientização e diálogos, com o apoio dos grupos de afinidade da empresa, como o Women in BASF (gênero), o Be Yourself (diversidade sexual), o Black Inclusion Group (racial), o Be Different (inclusão) e o XGEN (geracional).
“Juntos, esses grupos e os aliados ampliam o impacto das iniciativas inclusivas, criando um ambiente que valoriza a diversidade em todas as suas formas e fomenta uma cultura de inovação por meio da pluralidade de vozes”, diz Barbara Zabori, Gerente de Diversidade, Equidade