Desde 2012, projetos já prospectaram mais de R$ 4 mi junto a concessionárias de energia
Marcos Jorge

Parte do processo de modernização de equipamento e lâmpadas realizado no câmpus de Tupã, no início de 2018

No início do mês de dezembro, a Unesp foi contemplada em duas chamadas para projetos de eficiência energética propostas por concessionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica que atuam no estado de São Paulo, beneficiando os câmpus de Presidente Prudente, Franca e Assis.

Os três projetos envolveram principalmente eficiência no sistema de iluminação, permitindo investimentos de R$ 1.014.605 para Presidente Prudente, R$ 1.204.151 para Assis (ambos em chamada proposta pela Energisa Sul e Sudeste) e R$ 714.849 para Franca (chamada proposta pela CPFL paulista). Entre as iniciativas dos projetos está a troca de lâmpadas antigas por outras novas de tecnologia LED em ambientes internos e externos da unidade, o descarte das lâmpadas substituídas e substituição de aparelhos de ar condicionado por outros mais modernos e eficientes.

As chamadas fazem parte de uma obrigação estipulada por lei que obriga as concessionárias a investir 1% de seu lucro em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (0,5%) e Programas de Eficiência Energética (0,5%).

Nos últimos oito anos, projetos elaborados pela Coordenadoria de Engenharia e Sustentabilidade da Unesp prospectaram cerca de R$ 4,328 milhões em investimentos nas chamadas do Programa de Eficiência Energética, gerando uma redução no consumo energético dos sistemas de iluminação que foram eficientizados em até 80% e uma economia financeira da ordem de R$ 1,5 milhão na conta de energia.

“Na sociedade em geral, no caso das residências, os grandes vilões do consumo são o ar condicionado, geladeira e o chuveiro elétrico. O que nós temos diagnosticado nas unidades da Universidade é que os nossos grandes vilões são os sistemas de ar condicionado e a iluminação”, explica Cláudio Roberto Vieira, engenheiro da Coordenadoria de Engenharia e Sustentabilidade e integrante da equipe que participa dos projetos enviados às concessionárias. “Na época de bastante calor, entre dezembro e abril, o consumo do sistema de ar condicionado aumenta bastante em nossas unidades”.

“A Unesp não precisa necessariamente colocar nenhum centavo de recurso nesses projetos. Mas nada a impede de oferecer uma contrapartida financeira ou de mão de obra própria, para a etapa de substituição ou troca de equipamentos”, explica o servidor. Vieira explica que o projeto é elaborado em parceria com uma empresa de eficiência energética contactada, que o inscreve na chamada e, se for contemplado, assina o contrato. “Nós apenas firmamos um termo de cooperação técnica sem repasse, para colaboramos na execução e recepção destes projetos”.

Vieira explica que o processo de elaboração do projeto começa com um diálogo de aproximação com os gestores das unidades interessadas, por meio de uma visita técnica que faz uma análise da conta de energia da unidade e do seu perfil de consumo para identificar onde estão os pontos mais críticos. Neste momento é importante que o projeto contemple uma boa relação custo beneficio para se tornar competitivo. “Depois vamos a campo fazer um levantamento dos pontos de iluminação, sejam internos ou externos, equipamentos de ar condicionado, infra-estrutura, etc. É um levantamento bastante criterioso que em algumas unidades pode levar meses para ser feito”, explica.

Desde 2012, as unidades contempladas foram Botucatu (cerca de R$ 2 milhões, em 2012), Rio Claro (cerca de  R$ 400 mil, em 2013), São José do Rio Preto (cerca de R$ 967 mil, em 2015), Marília (cerca de R$ 175 mil, em 2016), Sorocaba (cerca de R$ 86,9 mil, em 2016), Presidente Prudente (cerca de R$ 400 mil, em 2017) e Tupã (cerca de R$ 460 mil, em 2018).

Com o retrofit destes projetos, foram instaladas aproximadamente 19.109 lâmpadas com tecnologia a LED, contribuindo para a universidade com a redução do custo para manutenção das lâmpadas queimadas – devido à maior vida útil desta nova tecnologia –, e com a economia na coleta, retirada e descarte das lâmpadas substituídas, cujo processo é feito pela própria concessionária. Em geral, estes custos seriam assumidos pelas unidades.

Após este processo concluído, a etapa seguinte é o acompanhamento deste projeto, através do trabalho dos gestores e das comissões constituídas, com o propósito de atuar nas campanhas de conscientização pelo uso racional e consciente de energia.

 

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